Episódio 1
“Tudo acontece a toda a gente, mais tarde ou mais cedo, se houver tempo suficiente.”
- George Bernard Shaw
Estava o nosso tesoureiro a descansar, vá-se lá saber se à sombra de um chaparro, se no seu emprego de funcionário público alentejano, quando, na sua habitual visita ao e-mail da associação, se depara com um convite de uma jornalista da RTP para uma reportagem sobre a PLUG. Note-se a preocupação do Presidente ao garantir exercício aos seus subalternos... à luz do lema “mente sã em corpo são”. Lá teve ele que fazer o esforço extraordinário de, depois de ver os e-mails, ligar ao Presidente.
À terceira ou quarta vez que ligou nos dias posteriores, também como é hábito e para que o exercício faça suar o Tesoureiro, o Presidente lá começou a tratar do assunto contactando a jornalista Anabela Santos. O desejado era uma reportagem para o programa “Portugal Em Directo”.
Era agora necessário um espaço para expor o espólio dos associados e mostrar a vitalidade da associação... Restrições: zona de Lisboa e nada de publicidades não pagas à RTP. A primeira não foi difícil de ser explicada e entendida, a segunda, para alguns, deu erro no “download”. O sistema operativo não deve ser compatível. Conclusão: lá teve o bom do Presidente monárquico que falar com o Presidente da Assembleia-geral para que este voltasse a pedir a cedência do óptimo espaço do IPA, coisa que após alguma resmunguice (teve de escrever o texto do pedido – “mente sã...” Exacto!) já célebre na personagem, lá fez, e sair uma determinação para que os associados não levassem os pólos arranjados com sangue, suor e lágrimas pela empresa de fotografias Figueifoto (será que vai mudar de nome para Fiqueifulo?).
Episódio 2
“O futuro será melhor amanhã.”
- Dan Quayle
Depois de uma azáfama grande durante a semana, estava tudo prontinho e duas notícias bombásticas surgem na véspera, não fosse sexta-feira 13. A primeira foi da parte da jornalista a dizer que tinha sido convocada para uma reportagem como outro Presidente, o da república (desculpem mas, não consigo escrever esta palavra com letra inicial maiúscula. Presidente ainda vá, agora repú... Não!). Imaginem onde ele foi: ao Cartaxo... Ai que saudades do Rei. A segunda bomba foi a doença do Ricardo S. Então não é que lhe começaram a nascer pinos (studs) pelo corpo todo. Que susto me pregou, pensei que era uma doença provocada pelo excesso de LEGO®. Afinal, depois de ir ao médico, era apenas varicela. Ufa, ainda bem. Quer dizer, coitadinho do nosso consócio mas, do mal o menos.
Bem, apesar disto, os bravos pluguianos lá foram à mesma ao encontro no sábado. Combinámos coisas importantes para os eventos que ai vêm e ficámos mais ricos, não só monetariamente mas, sobretudo, humanamente com os novos associados que a nós se juntaram. A Isabel, tímida como prometeu, O Pedro e a sua máquina ultra moderna, a Catarina, uma presença já indispensável que finalmente se junta mesmo a nós como associada e o Filipe a quem podemos pedir ajuda para melhorarmos a qualidade arquitectónica dos nossos edifícios de cidade. Ainda não estávamos habituados a uma máquina como a do Pedro, pelo que o seu movimento foi obstruído por inúmeras barreiras. Para a próxima trataremos de melhorar este aspecto. Já temos tanto que tratar de cada vez que nos encontramos... Já somos tão grandes mas, amanhã seremos ainda maiores.
Episódio 3
“A coisa mais importante no fenómeno da comunicação é ouvir o que não é dito.”
- Peter Drucker
Eis então, no início da semana seguinte, que surge o telefonema da Anabela. “Vamos fazer a reportagem na próxima sexta-feira à noite” (não, esta já não seria 13). “Trazem as coisas para a RTP e vêm no máximo 4 de vós”. Pronto, lá tinha o bom do Rei de fazer o seu papel de mau. Quem seriam os quatro? Após aconselhamento com os seus pares da Direcção, pereceu-lhe razoável que, uma vez que esta é eleita pelos associados para representar a associação, seria esta a ir. O Nuno prometeu deixar o seu Alentejo, o Ricardo T não sairia mais cedo da faculdade como bom marrão que é mas, às 21 horas lá se dignava estar presente. O Jorge é que estava longe demais... Teve de nomear um associado para o representar: escolheu o Paulo Castanho.
Entretanto, alguém acorda das trevas e diz: “blá, blá, blá os pólos, o nublado e a Direcção e tal...” Estava armado o sarilho no Fórum PLUG. Após uma sub-novela (ver secção própria do Fórum PLUG, ou não – todavia, está na zona exclusiva dos associados, seus perversos) desta bastante peculiar, o assunto acalmou. O conteúdo inicial acabou transformado em duas perguntas há muito respondidas. Até o Padre António Vieira entrou na conversa com a sua imensa sabedoria, embora, como reza a sua história, nunca devidamente ouvida, claro. Adiante...
A ajuda de sócios como o Conchas, ao emprestar o seu material e sobretudo o ultra sofisticado NXT, ou TXT, ou BXM ou lá o que é (percebo mesmo dissso, hem?), foi importantíssima. O Paulo recolheu esse material e...
Episódio 4
“A história mostra-nos que o homem e as nações se portam inteligentemente assim que esgotam todas as outras alternativas.”
- Abba Eban
E sexta-feira chegava. A coisa estava a complicar-se e o bom rei lá ganhou mais uns cabelos brancos. O Nuno começou a sentir-se mal, mas lá convenceu duas “fofinhas” louras para o trazerem (tenho de me lembrar desta manha. Todos os dias se aprende algo de novo). O Ricardo conseguia brilhar aos 18 anos, levando o seu carro para a faculdade... Mas, a polícia rebocou-o. Ai, ai e já só faltava uma hora para o evento. Os únicos com juízo foram os trintões. O Rei e o Paulo, não só jantaram calmamente, como ainda compraram uma sandocha para o alentejano que se atrasara com as suas moçoilas (não, nem perguntei porquê) e lá estavam a horas. Felizmente que a Anabela veio ter connosco a dizer que o estúdio para onde íamos era o das notícias e ainda estava a ser usado naquela parte.
Um pouco depois lá aparecia um sapo (um Twingo verde) com LEGO® e um eborense lá dentro. As raparigas tinham ficado no Centro Comercial Vasco da Gama, ali perto. Começámos a levar a tralha lá para dentro e fizemos o estúdio parar de espanto com o que íamos montando. Entretanto lá chega o nosso pequeno génio com a mãe que o tinha salvo da sua terrível experiência. Como são boas as mães... Depois, para me fazer ainda mais cabelos brancos, conta-me, como seu ar de pés mal assentes na terra, que se tinha cruzado com uma senhora que lhe disse que era a Dina Aguiar, a apresentadora do “Portugal Em Directo”. E que tinha respondido, com ar de quem pouca televisão vê, de quem nunca a tinha visto e muito menos o programa: “então, parabéns!”. Santa Maria, Mão de Deus, rogai por nós... Lá se foram, com certeza, uns minutos de reportagem à vida...
Com a transpiração que a montagem de tudo provocou, o Rei teve que ir a uma sessão de maquilhagem com uma menina bem gira. Depois, ao voltar, estava tão concentrado (sim, Rei não se distrai, concentra-se) que ia interrompendo o Jornal da 2, que estava a ser transmitido ali ao lado em directo. Ficou a uns escassos centímetros da senhora que estava a ser filmada a fazer a linguagem gestual do noticiário e já com todos no estúdio com as mãos na cabeça.
Lá nos fizeram perguntas (sim César, até soletrei PLUG: Pê – Éle – Ú – Guê – ponto – com). O Paulo e o Ricardo também levaram com umas perguntas e o Nuno foi filmado a montar o seu MOC da carpintaria “Carpintalar” de “Legoburgo” (o nome da sua cidade). Ao Ricardo foi pedido que virasse todos os produtos da “máquina infernal de venenos” de forma a não se verem as marcas dos produtos. Eu aproveitei a deixa e disse à jornalista: “nós que tínhamos uns pólos tão bonitos, da cor do betão e com uma publicidadezita a uma empresa de construção civil...” Ao que ela respondeu: “se os tivessem trazido, a reportagem nem tinha começado”. Acrescentei ainda com a minha curiosidade aguçada “mas quem monta a reportagem repararia?”. Respondeu-me ela: “quem manda e supervisiona a montagem sou eu! Caro Sérgio, a RTP vive da publicidade paga.”
O filho da produtora do programa é um fã de LEGO e prometeu juntar-se a nós em breve. Andou por lá a brincar também... Estava em estado de êxtase e revelou-se um fã dos militares – bom gosto, diga-se!
Depois, nova sessão de transpiração, arrumar tudo e deixar os estúdios. O Paulo e o Ricardo viram-se gregos (“mente sã em...” Isso) para levar a “máquina infernal de venenos”. Esta máquina persegue-me, caramba! Ainda lhes perguntei se era preciso a ajuda de um homem mas, com um ar zangados, balbuciaram umas coisas cavernosas e foi por pouco que não acabei por levá-la mesmo, eu, o Rei, vejam bem. A jornalista Anabela Santos foi muito atenciosa, acompanhou-nos sempre e prometeu mais entrevistas connosco em breve. Desejou o nosso crescimento e até fez perguntas na entrevista para nos ajudar numa coisa que andamos a planear: ter duas sedes, uma no Norte e outra no Sul.
Cenas dos próximos capítulos – Episódio 5
“Há coisas em que se tem que acreditar para poder ver.”
- Ralph Hodgson
Perguntámos à jornalista se nos daria uma cópia da reportagem. A Anabela disse-nos que já não é possível isso, a RTP está com mais restrições que nunca teve antes. E acrescentou que comprá-la tem um custo absurdo. Garantiu-nos ainda que avisava assim que estivesse planeado esta ir para o ar. Atenção pessoal da PLUG com possibilidade de gravar, de preferência digitalmente!
Ainda fui beber um copo com o Paulo a um barzinho giro de Lisboa chamado "Old Vic" e o Conchas lá teve de esperar para reaver os seus conjuntos. Foi por uma boa causa: não há nada como beber uma boa água da escócia após tanta aventura.
Farrusco
PS: o presente texto pertence à PLUG, sejam quais forem as circunstâncias futuras entre o seu autor e a associação. É que o primeiro é um Homem honesto.





