Vamos lá re-tentar:
Conforme eu queria dizer não sou particular adepto da Ministra Milu nem do Governo em funções. Mas felizmente ou não, 9 anos de escolaridade também me ajudaram a perceber que os professores estão longe de serem uns santinhos (já sei que o Jorge Reis me vai agredir da próxima vez que me vir). Não são todos, nem perto disso, mas são bastantes, e mesmo que só houvesse 1 mau, era o suficiente para eu concordar com certas medidas para o pôr fora do sistema.
Vou só deixar aqui 3 casos mais flagrantes da minha vida escolar.
1 - Tinha uma professora (de Educação Visual

) que basicamente chegava à aula e usava expressões extremamente dignas de um docente como
"Está ai o trabalho, desenrasquem-se!" ou
"Não me chateiem que não estou para ninguém!".
Nem vale a pena falar do facto de passar 90% do tempo de aulas, fora da sala, a fumar a bela da cigarrada (bem dita seja a nova lei do tabaco, uma das coisas boas desta Legislatura) ou no paleio com as colegas docentes!
Isto não poderia acabar sem falar da escravidão imposta aos alunos, que andavam permanentemente a ir ao bar buscar coisinhas para a senhora doutora e depois levavam uma batatinha frita ou um rebuçado, qual animal amestrado!
2 - Tivemos também, uma professora de Inglês, que por motivos pessoais compreensíveis de que só viemos a saber muito mais tarde, faltou sensivelmente a dois terços das aulas, mas sempre contornando os mecanismos legais que podiam permitir a sua substituição. Fartos do sucedido, os alunos com apoio de alguns pais, decidiram expor o assunto ao CD. Como eu (que me estava marimbando pois o inglês escolar para mim era "peanuts") era o gajo com mais pinta e mais bem falante, lá decidiram que era eu que ia fazer a exposição e assim foi.
O certo é que a mulher na aula seguinte, me mandou alto raspanete (como eu nunca apanhei em casa, nem quando partia a louça) e ainda balanceou a mão para me agredir, mas arrependeu-se à última da hora, pois só ia ter mais problemas do que já tinha.
3 - No ano passado (12º ano) saiu-me nos brindes, uma professora de Psicologia, com a mania que era activista política. A mulher passava as aulas a dizer mal do Executivo, especialmente da Milu, e como se não bastasse eu ainda tinha que ouvir as baboseiras dos colegas, que numa tentativa de lamber as botas há mulher, diziam cada argolada que só visto.
Um dia, passei-me e disse à "doutora" :
"Professora, vou sair da aula. Vou para casa ligar a TV e ouvir dizer mal do Sócrates. Prefiro fazer isso no conforto do meu sofá, do que aqui!". Logo ai ela ficou-me com alto pó!
No final do ano, na ficha de auto-avaliação, parte das observações, eu coloquei um reparo sobre o assunto! O que aconteceu é que a mulher se borrou toda com medo que alguém superior viesse ver aquilo e lhe arruinasse a avaliação. Impingiu que eu era mentiroso e quase me coagiu com violência a retirar aquilo, ao que eu não cedi!
Teve a lata de dizer que
"só mandou umas bocas que se mandam em qualquer lado!" ao que o Pocas respondeu com um Knock Out
"No seu entender pode mandar onde quiser, mas no meu não pode nem deve mandar numa sala de aula!". Nem piou mais!
Mais grave, soube que a gaja, antes de sequer falar comigo, reuniu um grupinho dos lambe-botas alunos de m**** deste país na sala, a perguntar se eles concordavam comigo... e claro a resposta deles acho que nem preciso dizer qual é...
Desculpem lá isto que vou dizer, mas os professores são uma classe bem constítuida e que se defende bem em grupo, qual máfia napolitana....
E o problema é que não são só eles, são dezenas de outras classes profissionais por este país fora.
Independentemente dos métodos usados terem sido ou não os melhores, faço a minha vénia ao Governo do Sócrates por ter pelo menos tentado por esta gente na linha!
Pocas
PS: Acho que depois desta, o Jorge nem que eu me cubra de morcelas, me vai querer ver!
