[quote="Jollyroger"]
[quote="Ironman"]
...descontinuar "continuamente"... [/quote]
Finalmente alguém conseguiu reduzir a escrito a política ferroviária da TLC. Parabéns

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Política Ferroviária e não só...

(há mais casos de "descontinuações" que francamente... não se compreende!)
Mas fazendo um pouco de história:
O primeiro sistema (4,5v) funcionava a pilhas, era algo "lentinho", tinha um controle por alavanca lateral com 3 posições: para a frente, para trás, parado. Não era muito fácil a sua manobralidade porque era preciso mexer no comboio em movimento...
Surgiu em sua substituição o sistema de 12v, alimentados a partir de um transformador ligado à corrente eléctrica. Usava os mesmos carris do sistema anterior e no meio deles passou a ter um "carril central" com parte metálica que, através de dois pinos debaixo do motor, fornecia-lhe electricidade. O comboio era controlado no transformador, onde era possível regular a velocidade do comboio e a sua direcção. Este sistema chegou a ter umas particularidades que infelizmente o seu sucessor não herdou: cancelas automáticas que fechavam quando o comboio passava e voltavam a abrir e semáforos que faziam literalmente o comboio "parar" e "andar" conforme a luz que estivesse acesa!
A terceira evolução foi o sistema de 9v, também alimentado a partir de um transformador. Este sistema dispensou o carril central de alimentação e os pinos de contacto eléctrico: os carris onde o comboio circula têm uma parte metálica que, através das rodas metálicas do motor, lhe fornece corrente. Este foi, para mim, o melhor sistema de comboio de todos: para além de ser alimentado a "corrente", o aspecto visual dos carris metálicos era de longe o que melhor imita a realidade!

Foi pena não ter herdado as particularidades das cancelas e dos semáforos...
As únicas desvantagens que vejo nos comboios "a corrente eléctrica" eram, para mim:
- a montagem das linhas: era preciso garantir que estavam todas bem ligadas entre si;
- Era preciso garantir que não entravam em curto-circuito;
- Quando se usam desvios de linha criando "secções de linhas" diferentes: em cada "secção" da linha independente tem que levar um transformador ligado se quisermos que o comboio consiga andar nessa secção.
Tal como já foi dito, o custo da produção das linhas foi o principal responsável pela descontinuidade do sistema 9v...
Em sua substituição saiu o sistema IR (infravermelhos). O formato das linhas manteve-se, apenas sem a parte metálica. O sistema funciona com um comando remoto a infravermelhos, com 3 canais de comunicação possíveis. Os motores são de 9v, alimentados a pilhas metidas no comboio.
Este sistema não teve grande sucesso... Eu aponto as minhas razões:
- a utilização de pilhas;
- o design do comboio fica limitado com o uso da "peça" de chassis do comboio que leva as pilhas...
- a "comunicação" não é de todo eficiente: Funcionava bem a "pequenas distâncias", mas num layout "à AFOL", a distância e a falta de "linha de vista" comprometia o controle... se isto não acontecesse... comboio não reage... os acidentes acontecem

- Não se pode ter mais de 3 comboios a andar ao mesmo tempo... só há 3 canais disponíveis!
- É preciso estar MUITO ATENTO para que não hajam choques frontais (no sistema 9v/12v era impossível um comboio entrar em contra-mão, porque a corrente eléctrica "obriga" a que qualquer motor na linha rode no mesmo sentido)
Com o falhanço descomunal do sistema IR, a TLG procurou saber junto dos 'FOLs as suas propostas...
Em resultado dessa interacção, surgiu o sistema "actual": utiliza os motores "Power Functions" (PF), uma bateria recarregável, um receptor infravermelhos (PF) e um controle remoto de precisão que, ao contrário do sistema PF normal, dispensa a linha de vista permanente para o controle do sistema.
Este sistema actual é bastante melhor que o sistema IR anterior.
- Em vez de pilhas, existe uma bateria;
- de 3 canais, passou a ter 4 canais disponíveis
No entanto...
- a utilização de IR mantém o problema da "comunicação": se o comando e o receptor não se "vêem", os acidentes acontecem (aconteceu na Lourinhã com a "Esmeralda")
- o preço dos componentes PF para comboio são um bocado "puxadotes"... o "custo das linhas e do transformador" passou para o "custo da bateria, do comando, do receptor..."
O futuro dirá como as coisas evoluem...