Já tenho material de um exército meu, da força aérea portuguesa, da força aérea norte-americana,mas nada do exército português
Assim as duas primeiras construções do tema são as atuais Viaturas Tácticas Ligeiras ao serviço do Exército nacional.
Fiz apenas duas das três, visto que o chaimite V-200 também é considerado uma viatura tática ligeira. Será o próximo MOC
Fiquei pelo HMMWV M1025 e o panhard m-11. Ambas construções que me deram imenso gozo. E são autênticas "snotadas"!
Em 1999 Portugal, ao serviço da NATO, interviu no teatro de operações do Kosovo. As forças nacionais participaram com o envio de Chaimites, dos novos Panhard e de M113. A NATO nunca apoiou muito o chaimite forçando o exército a comprar mais viaturas Panhard. Algo também criticado por não ter interesse ter viaturas anfíbias num ambiente com o do Kosovo. De igual modo eram apenas viaturas de reconhecimento e que apenas levavam no máximo 3 homens.


No entanto, neste mesmo ano um novo cenário surgiu em Timor onde Portugal tem de intervir sem qualquer apoio aliado. São necessárias novas e mais viaturas de transporte ligeiras (mais uma vez, em cima da hora, à portuguesa). São então comprados os HMMWV, excedentes de um contrato cancelado por um cliente do Médio Oriente. As estradas de Timor eram demasiado estreitas para algo mais largo que um HMMWV, ficavam baratos e tinham blindagem. Esquecia-se no entanto o facto de este veiculo ter sido desenhado para ambientes desérticos e não para ambientes tropicais. Ninguém teve em conta que fossem pouco resistentes a minas, que fosse consumidor abusivo de combustível, a pouca resistência dos pneus, ou de andar em zonas excessivamente alagadas (como era o caso de Timor).


A solução foi o envio mais tarde dos portugueses UMM Alter (mais uma vez de forma improvisada), que se mostraram muito mais capazes e adequados às exigências operacionais de Timor.
Com o envio de tropas portuguesas para o Afeganistão, os HMMWV ao serviço do exército português foram convertidos de modo a dispor de uma nova blindagem, adequada ao cenário apresentado, sendo a maioria convertidos em M-PAV-2.
Enquanto estas upgrades eram efetuados, Portugal metia-se noutro improviso para poder intervir no Afeganistão, alugando assim as Vamtac espanholas até aos HMMWV estarem prontos.
Ambas as viaturas aqui apresentadas encontram-se atualmente ao serviço das forças portuguesas no Afeganistão.

Próximo MOC será o chaimite que desde os anos 60 continua o principal blindado de rodas ao serviço português.
"Nem Salazar com a sua forretice quanto a despesas militares, poderia imaginar que os blindados por si comprados iriam servir aos soldados portugueses do século seguinte." João Quaresma Thomé, 2005




