O Ubuntu sofre um upgrade duas vezes por ano, em Abril (04) e Outubro (10). Como saiu a semana passada o de Outubro e estamos em 2014, a versão mais recente é a 14.10.
Mais ou menos de 2 em 2 anos é marcada uma versão como LTS (Long Term Support) que é a recomendada para utilizar em empresas. Não é melhor nem pior, é apenas a que eles se comprometem a manter e testar durante mais tempo e isso numa empresa conta muito (vocês que não há muito saíram do XP para o 7 e estão a começar a habituar-se ao 8 ou 8.1 sabiam que faltam poucos meses para o 10?).
Ao contrário do Windows, não é preciso reinstalar cada vez que sai uma nova versão, é possível [tendo largura de banda] um update mais ou menos pacífico com um reboot apenas. Estou prestes a dar o salto para o 14.10 num portátil que começou com 12.04 e nunca foi reinstalado.
Não é estritamente necessário usar a linha de comando, tal como no Windows também não é. Existe uma aplicação gráfica, Ubuntu Software Center, para instalação das milhentas aplicações disponíveis (algo que a Google e a Apple imitaram mais tarde nos telemóveis/tablets e depois a Microsoft também). Pesquisei lá por LDraw e apareceu-me o LeoCAD, fui ao site (
http://www.leocad.org/trac) e tem versão para Windows e OSX, podes experimentar a ver se gostas.
Mas se quiseres tirar partido pleno do Ubuntu (ou se começares a ter chatices) vais ter de ir à linha de comando. Como no Windows, sobretudo depois de introduzirem o Powershell. Os sistemas operativos gráficos enganam, a parte gráfica é apenas uma aplicação a correr mas o sistema operativo pleno está lá atrás. A propósito: dizer que o Android é Linux é quase o mesmo que dizer que o Windows 3/95/98/Me eram DOS ou que o OSX é Unix. Tecnicamente não está errado... mas é redutor.
Se quiseres jogos, inclusive jogos Windows, precisas de uma placa gráfica nVidia. Funciona com AMD, Intel, whatever.... mas funciona RÁPIDO com nVidia. Por jogos Windows quero dizer jogos do Windows a correr com o Wine, podes ir ao site ver os mais compatíveis. Quando saiu o Starcraft há uns 4 ou 5 anos joguei sem problemas até ao fim. Parece estranho mas alguns dizem que conseguem melhor desempenho no mesmo equipamento se usarem Linux+Wine em vez de Windows [em parte porque algumas coisas menores não funcionam mas não se percebe e com isso não se consomem tantos recursos e em parte porque a Microsoft passa a vida a fazer corte e costura em vez de inovar verdadeiramente e por isso os sistemas operativos estão cheios de lixo]. Há também muitos programas na lista do Wine sem serem jogos... mas os jogos é que estão a puxar pelos colaboradores.
Se não tiveres um PC para experimentar podes arranjar um Raspberry Pi por €40. Não é um Formula 1 mas há malta a usá-lo para navegar na Net, servir de Media Center e jogar Minecraft. Não tarda nada estás a usá-lo para controlar motores LEGO e dás por ti a inscreveres-te num LUG
