Numa linda manhã de sábado, cinzenta e ventosa, a prometer chuva, lá me levantei cedo com um sorriso nos lábios para ir ter, mais uma vez, com os meus amigos do LEGO e para fazer novos... Linda manhã porque um encontro com os amigos do LEGO é sempre lindo, mesmo com a mais tenebrosa das tempestades.
Fui buscar o Ricardo T e a sua maldita máquina de vender venenos (mais à frente já vão perceber este comentário). Foi ai que cometi a primeira asneira do PLUGfest. Estava muito divertido a ajudar a mãe do Ricardo a ralhar com ele por ser um esquecido, por não ter posto uma toalha e uns chinelos no seu saco, por sugerir que poderia ser ele, um garoto de 18 anitos, recém encartado, vejam bem, a levar o carro (a mãe dele apoiou-me a 100% nesta matéria, ainda bem que não sabe que o meu carro vai aos 250 Km/h, he , he, he
Depois, quase a chegarmos, lembrávamo-nos que a saída que o nosso amiguinho Vasco Serranho tinha indicado era a “6A Cartaxo” mas, vimos uma placa a dizer “5A Cartaxo”. Diz o génio da máquina infernal de vender venenos (ainda não é agora que vem a explicação): “Deve haver outra saída para o Cartaxo, se o Vasco deu o número da saída é porque esta serve para alguma coisa...” O senil de barbas brancas acreditou no puto e, claro, fomos parar a Santarém. Mais meia horita para ir de Santarém ao Cartaxo, com umas perguntas aos indígenas para ajudar e lá chegámos ao local.
Começaram então os encontros e os reencontros, a azáfama de pôr tudo em ordem para a exposição ficar bonitinha, a ajuda que dei ao João Figueiredo para o ajudar a ficar ainda mais stressado, o receber dos visitantes e, pelo meio, uma almoçarada no local, gentilmente oferecida pelos patrocinadores.
Com grande alegria lá começou uma das mais bonitas coisas que aconteceram no evento: o crescimento da “família” PLUG! Foi com dois “habitantes da Amadora” (onde é que eu já ouvi isto antes?), meus vizinhos, portanto, que se deu início ao processo. O César (bonito nome. Também já ouvi este nome antes na PLUG mas, quando? Acho que estou a ficar esquecido de certas coisas, será uma selecção qualitativa?) e o Miguel Valério. Depois foi o Vasco Serranho que, com grande emoção, ajudou o primo Tiago a juntar-se à PLUG, numa “cerimónia” de entrega de uma camisola da PLUG muito bonita. Isto deu direito a uma salva de palmas bem merecida. Depois, foi só aplicar um pouco daquilo que têm os tipos como eu que se sujeitam a votações e picar o Trindade Santos, com a frase “olha que já está um rapaz muito novo inscrito na PLUG”. Como ele já me tinha manifestado o interesse em inscrever o filho, já perceberam o que se seguiu... Outra salva de palmas na sala e o Francisco passou a ser mais um pluguiano. Foi então que, mergulhado no entusiasmo destes acontecimentos, o Jorge Nunes diz: “E aqui está mais um associado!” pegando no seu filho e levando-o à “cerimónia” da entrega do pólo da PLUG com nova salva de palmas e mais um record de idade batido.
Tirámos uma bela fotografia de grupo que ficará para a História desta grande associação! Como ela cresce, cresce, cresce... Mesmo quando a câmara estava prestes a disparar, juntou-se ao grupo dos associados o André Teixeira. Sobressaiu ainda na fotografia o associado Vitor que ficou com olhos de droid na imagem. Duas luzinhas no lugar dos olhos. Anda a ver Star Wars a mais, é o que é! Passou a ser chamado de V3 PO. De referir ainda a frase, rejeitada, claro, que alguém queria pôr como legenda: “quanto mais nos afagam, mais nós crescemos”. Não fui eu, bem entendido.
O dia lá ficou bonito, parecendo que a Primavera tinha chegado de repente. Até o jovem casalinho Catarina e João provava que estava uma tarde primaveril, com o seu passeio, muito juntinhos, pelo jardim do belo palácio onde estava a decorrer o encontro. Claro que tive de lhes dizer “juizinho...” não fosse acontecer algum acidente neste PLUGfest. Podiam cair da árvore onde estavam apoiados, por exemplo...
Para abrir o apetite, realizou-se mais uma AG, após o fechar das portas da exposição ao público. Desta vez a intenção era que fosse uma “rapidinha” mas, lá acabou por durar mais que o previsto. A PLUG dá sempre muito assunto para debater e rebater. No final, tudo acabou bem e as contas da PLUG de 2006 ficaram aprovadas por unanimidade.
Ao jantar, mais uma boa surpresa! Os patrocínios conseguidos pelo anfitrião João Figueiredo fizeram com que este fosse de borla. Como estavam lá os ilustres visitantes do Norte, isto só foi revelado no fim, não fosse o Restaurante passar pela vergonha de ficar sem provisões. A Catarina, triste pela partida do seu João, foi-se sentar à minha frente, com ar de quem não tinha gostado da frase “juizinho”. Depois disse-me a enigmática frase: “a vingança serve-se num prato frio”. Só percebi a verdade mesmo no fim do PLUGfest, como irão ver. Entretanto, e para acalmar o seu desgosto, tentei juntá-la ao solitário homem da maquiavélica máquina de vender venenos. Não deu em nada, vá se lá saber porquê... Não tenho jeito para comadre casamenteira.
Terminado o Jantar, continuou-se a conversa sobre LEGO sob um belíssimo eclipse da lua. Foi ai que o nosso profeta V3 PO previu as desgraças que se iriam abater sobre a PLUG: “estais condenados a gastar tudo o que têm em LEGO este ano. Sabeis que o Corner Café é só o primeiro de seis conjuntos do género? Sabeis que vai sair um mercado em LEGO? Sabeis que vai sair uma enorme Torre Eiffel? Estais todos condenados, ó desgraçados”.
Depois separamo-nos. Uns voltaram para casa, outros ficaram pela zona nas casas dos anfitriões João Figueiredo e Vasco Serranho. Eu fui muito bem recebido e tratado na casa do primeiro. Conversa e mais conversa no cenário paradisíaco das suas colecções e as horas foram passando. O primeiro a cair para o lado foi o nosso tesoureiro. Devia estar cansado de passar tantos recibos e receber tanto dinheiro, pobre coitado. Quando chegou a minha vez de ir dormir, tive de verificar se a filha do anfitrião não me tinha “servido a vingança no prato frio”. Não e dormi lindamente. Foi pena é ter que me levantar tão cedo para voltar à exposição. Mas, que santinho é que se lembrou de abrir aquilo à 9 da manhã de Domingo? Ai, ai, João Figueiredo. O colchão que me cedeste era tão confortável, porque é que me tiraste de lá tão cedo?
Nessa manhã, já na exposição, fui apanhado, juntamente com outro membro da Direcção, a dormir, numa fotografia que espero que interpretem como deve de ser: presidente não dorme no activo, medita!
O dia estava chuvoso mas os LEGOs coloriam o ambiente como nós gostamos. Chegaram os ilustres nortenhos com o anfitrião Vasco e parece que por lá a noite também correu às mil maravilhas. Depois, tudo se animou com o almoço de sopa de pedra, a chegada de mais sócios e a entrada de outros tantos. Foi a vez do Rui Almeida inscrever o seu rebento Vasco, de uma mãe muito satisfeita com o que via, inscrever o seu filho e de chegarem e inscreverem-se o Ricardo Marques e o seu amigo, que a minha senilidade não guardou o nome na memória. Mil desculpas. Para acabar foi a vez da Inês Correia se juntar, para grande orgulho do seu pai Fernando Correia, Conchas, para os amigos da PLUG.
Às seis da tarde lá acabou o evento, que não deixou de ter muito público também no Domingo, apesar do mau tempo lá fora. As minhas pernas doíam que se fartavam, a minha cabeça também, pelas horas de sono que eu lhe devia, e a minha barriga não resistiu aos venenos do meu amiguinho génio da infernal Vending Machine. Sem querer tornar esta crónica repugnante, digamos apenas que passei a noite a fazer de repuxo...
E pronto, já estou a morrer de saudades de um PLUGfest.
Farrusco.



