Seja como for, só me descobriram uma vez, apesar de eu mandar rajadas de vez em quando, e uma bola até me acertou, mas não rebentou
Também era um jogo de "Go-go-go!", com um forte que tínhamos de proteger, que foi o primeiro jogo dos 4.
(Relato a caminho...)
A minha equipa, o Jardim, o Matos, o Rui, a Patrícia, a Karlla e o God (espero que os nomes não vos macem, mas apeteceu-me pô-los), éramos os defensores do forte e o nosso objectivo era aguentar o maior tempo possível sem que os inimigos entrassem nele. O limite de tempo era de 10 minutos, ao fim disso ganharíamos.
Começa!
Eu, o God, a Karlla e a Patrícia vamos para os bunkers da linha limite para nós, para darmos cobertura aos do forte. Nesta altura, gastei apenas 3 bolas, pois eu não via absolutamente ninguém, nem ninguém se mostrava, apesar de eu esticar o pescoço por cima das tábuas para servir de isco. Em vão.
Tive de abandonar o local e ir para o forte, pois não conseguia fazer nada de jeito daquela posição.
No forte, começou a adrenalina. Quando cheguei, quase fui atingido por 2 bolas direccionadas a um colega. Ajoelhei-me, numa posição segura. Só me lembro do som das várias bolas a estamparem-se contra a madeira que servia como protecção.
Mas tinha de reagir. Virei-me para um buraco na parede, deitei-me de barriga para baixo e em 3 tiros, eliminei o Gonçalo. A minha primeira vítima de sempre!!!
De repente, más notícias: a Patrícia tinha sido eliminada. Mas nem tudo foi mau: o Léo, outro oponente, fora igualmente massacrado.
Aquele estava um ambiente...não sei se deva dizer terrível ou magnífico, mas o que é verdade é que estava. O Rui coberto, gastando todas as bolas, assim como o Matos, e o Jardim escondido na esquina no lado de fora do nosso poiso.
A certa altura, o Rui e o Matos pediram-me bolas. Ora, eu tinha tantas, que lhes dei 3 a cada um. Fizeram bom proveito delas, eliminando mais um inimigo, o Carreiras. Pouco depois, já o Ricardo era morto pelas nossas forças.
No entanto, no nosso lado, já havíamos perdido igualmente a Karlla, e o God estava sozinho a tratar de nos dar cobertura. Creio que foi para lá o Rui ajudar.
Mais uma vez, eu ouvia os "plocs" das bolas. Já nem pensava que era apenas Paintball. Por momentos, confundi a brincadeira com uma situação real.
Na equipa contrária, já o Zé saía também, juntamente com o Rafa, ligeiramente pintados.
Pouco antes dos 10 minutos acabarem, um ricochete duma bola acertava-me. Era tinta! Mas a Força estava comigo, e a pequena quantidade de líquido embrenhou-se no meu cabelo para nunca se voltar a ver (não chegou á cebça, ficou perdido, emaranhado nos meu cabelos).
Acabou! Ganhámos! Registámos apenas 2 baixas, enquanto eles perderam 5. E nem sequer compriram o objectivo principal!
Victória!!! Saímos para a zona segura, victoriosos, e eu estava orgulhoso da minha primeira morte.