CARRO... não por opção, mas porque é a única maneira viável, para o sítio onde vou e com o horário que faço...
É muito boniiito fazer "parques tecnológicos/industriais" mas depois esquecer o essencial e mais básico: acessibilidades de transporte realmente úteis e eficazes!

Esta zona está exactamente entre duas estações de comboio, e não existe ligação viável entre o Tagus e as estações (Queluz e Oeiras)

(e NÃO se resolve com um autocarro de manhã e outro à tarde...)
Se puder, escolherei sempre transporte público em deterimento do carro: podemos ler o jornalito, não stressamos a estacionar, se não apanhamos um temos o próximo...

MAS... encontrar uma morada com acessibilidades verdadeiramente boas a metro é complicadíssimo... parece uma contradição, mas a construção perto de estações de metro, que deveria priveligiar as tipologias de quem quer começar a vida e não precisar de carro (poupar em despesas) está toda desviada para loooonge... muuuuuuuuito longe das estações!
Queixam-se que o
SATU está vazio... PUDERA! Está a ligar um centro comercial a uma estação... PARA QUÊ? É preciso é ligar as residências aos locais de trabalho, e não às catedrais consumistas!

LEVEM O SATU AO TAGUSPARK, COMPLEMENTEM-NO COM CARREIRAS CIRCULARES REGULARES E VÃO VER QUE ENCHEM!!!!
Outra coisa que para mim é pornograficamente vergonhoso é a forma como são feitos os interfaces multimodais em Lisboa (e não só, todas as cidades sofrem do mesmo). O exemplo mais gritante é mesmo as estações de metro que cruzam linhas e as ligações metro/comboio: Quem já o fez sabe a quantidade de vãos de escadas que tem que subir e descer, e as galerias de lojas sem fim que tem que atravessar... A MUDANÇA DE LINHA PODE DEMORAR MAIS TEMPO QUE O TEMPO DE VIAGEM!
Exemplos crassos desse falhanço: Alameda, Marquês de Pombal (metro/metro), Areeiro, Rossio/Restauradores e Entrecampos (Metro/Comboio). Em vez de fazer coincidir a estação no local onde as linhas se cruzam, fazem-nos atravessar corredores sem fim, duplicando ou não deixando vantagem a trocar de Linha. Exemplos disso? no Marquês, é mais rápido ir a pé para o Rato que mudar da "azul para amarela", devido ao que se tem que andar e o tempo que se (des)espera...
Entre comboio e Metro então o problema ainda consegue ser pior: O exemplo que conheço melhor é Entrecampos: Metem duas estações de metro equidistantes da estação de comboio(!) Se as linhas se cruzam, porque é que não há uma estação nesse ponto exacto? É no mínimo, ESTÚPIDO!
Mas sabem fazê-lo bem: Baixa-Chiado e Campo Grande (há ligações que nem é preciso mudar de plataforma!).
Como é que podiam ter feito "BEM" as coisas? Simples... no desenho que deixo em anexo (autoria minha), está a estação da Alameda... A "Transparente" está a actual estação da linha vermelha, a amarelo está onde (na minha opinião) ela deveria estar:
Se as estações fossem assim coincidentes, bastava UM vão de escada para ir de uma linha para a outra, reduzindo ao mínimo o tempo de interface. em vez disso, é preciso "atravessar a galeria comercial"... Não é que não seja útil, mas OS INTERFACES NÃO SÃO SHOPPINGS!