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Após o sucesso do Sea Life do Porto, o grupo pretende investir 15 milhões num parque temático na capital.
A Merlin Entertainments, grupo britânico responsável pela exploração do Sea Life do Porto, poderá expandir a sua presença no país, apostando na instalação de um Legoland Discovery Center na região de Lisboa. O reforço do investimento da segunda maior empresa de atracções de lazer do mundo deve-se ao sucesso do oceanário do Porto. O Sea Life do Porto, que abriu no início do Verão, já superou todas as metas traçadas para o ano.
Luís Rocha, director do Sea Life do Porto, reconhece que um Legoland Discovery Center seria "uma solução interessante para Lisboa". Este tipo de parque - baseado em produtos e fantasias à base de legos - "é um produto que atrai várias gerações e em Portugal temos que pensar muito bem nos factores novidade e sustentabilidade de médio e longo prazo".
O investimento num Legoland Discovery Center, que pode ascender a 15 milhões de euros, teria que ter em conta a existência de um público-alvo de cerca de 20 milhões de pessoas a viver num raio de quatro horas de distância de carro. Como salienta Luís Rocha, seria um projecto a pensar na captação de público em todo o país e a estender à Galiza, Andaluzia e Extremadura.
Os novos projectos da Merlin "estão dependentes do sucesso do centro do Porto, do retorno do investimento", salienta Luís Rocha. O grupo britânico tem como meta construir "a segunda fase do oceanário do Porto dentro de dois a três anos" e, nessa altura, decidir se há condições para alargar a sua presença no País. A Merlin tem "um modelo de negócio muito assente em aquisições" e está também disponível para ser unicamente "entidade gestora de parques de lazer", diz o responsável.
Mamíferos marinhos em 2012
O Sea Life do Porto, que integra uma rede de 30 oceanários que a Merlin detém entre a Europa e os EUA, já recebeu a visita de 250 mil pessoas desde a sua abertura em meados de Junho, quando as projecções iniciais apontavam para 220 mil visitas. Agora Luís Rocha estima que, até ao final do ano, o Sea Life contabilize entre 260 a 270 mil visitantes e gere receitas de 2,2 milhões de euros (15% acima do previsto). Luís Rocha destaca ainda que 40% das vendas serão resultados líquidos, são "objectivos agressivos" impostos pelo grupo britânico, mas "que serão atingidos já este ano".
Luís Rocha assinala que o "primeiro ano é sempre diferente dos outros, mas no Porto as pessoas têm uma grande falta de espaços culturais e aderem com muita facilidade" a este tipo de centros.




