Depois de ter saído a Casa da cascata do Frank, eis que surge esta moradia de férias ou como se diz por cá, esta segunda habitação, americana de nascimento, perto de Chicago, com origem bem europeia, tanto pelo seu autor Ludwig Mies van der Rohe que era alemão, como pelo movimento artístico modernista de que era um excelente intérprete.
Como é meu hábito não vou fazer a “tradicional review”, essa deixo para os metódicos críticos especialistas, mas somente tecer alguns comentários acerca do set, de algumas das suas fases mais significativas acompanhadas de algumas fotos.
A primeira impressão foi a da embalagem, que não foge à regra da série Architecture em que os elementos gráficos, fotografias claras e letras brancas, se destacam do fundo negro. Tudo feito em cartão de boa qualidade.

Achei curioso o selo de garantia retangular, diferente dos habituais selos redondos.

A abertura da caixa revelou outro facto invulgar, em LEGO, o espaço estava completamente ocupado com as peças e o livro de instruções. Estou a pensar num outro set que adquiri recentemente em que as peças ocupavam 1/3 do espaço da caixa, deixando os outros 2/3 completamente inutilizados.


Gosto do estilo do livro de instruções que está muito bem feito, apresentando não só a obra original mas também uma biografia, embora muito resumida, do arquiteto Mies van der Rohe.

As instruções são muito claras e não deixam dúvidas a qualquer iniciante, com todos os passos descritos em perspetivas ortogonais e com as listagens das peças correspondentes.
Começa-se por fazer a base constituída por plates 6 x 10 emoldurada por tiles, ficando com 38 x 22 studs.



Os pavimentos da casa são elevados em dois planos, e o primeiro com 19 x 6 apresenta alguma dificuldade, uma vez que é constituído quase na totalidade por tiles de 1 stud, e estas são sensivelmente menores que os espaços que deveriam ocupar, resultando juntas heterogenias que deverão ser corrigidas sob pena da modulação ficar comprometida.




A fase seguinte é a construção da casa propriamente dita, com pavimento também de tiles de 1 stud, o mobiliário muito estilizado (a escala não permite mais…), os envidraçados que constituem as paredes exteriores e a cobertura revestida também com tiles mas desta vez de 2 x 2 studs. Todo o módulo é construído separadamente da base.






Conclui-se a construção com a fixação da tabuleta que indica o nome dado à casa (o mesmo do promotor).

Sobraram 6 peças de 1 stud.

Se me fosse dada esta tarefa teria sérias dificuldades na adaptação de uma construção leve de aço e vidro por ABS, por muito versáteis que sejam as soluções LEGO, por isso dou os parabéns a Adam Reed Tucker, autor desta versão da casa Farnsworsth.
Gostei do aspeto final e acho que é mais um bom documento para divulgação da arquitetura, daquela época – parece que está novamente na moda.
Cá ficamos a aguardar a casa Schröder do Rietveld ou outra da mesma época do Alvar Aalto ou do Corbusier...
Filipe



