Pois, se não se controlar bem a velocidade, mesmo aplicando a mesma tensão aos dois motores, um deles andará impreterivelmente mais depressa que o outro; não há dois motores iguais.

Mas com um sistema de controlo como este do fio eléctrico enterrado, não há problema, pois a trajectória é continuamente corrigida.
Quanto à precisão, há sempre o problema do desgaste das rodas, derrapamento, etc., que faz com que se vão acumulando erros de posição e tempo. Mas, mais uma vez por causa do sistema de cabos o erro de posição é negligenciável, e o erro de tempo (demorar mais a subir uma encosta por estar escorregadia, por exemplo) compensa-se de cada vez que que o veículo chega a uma estação de recarregamento: se chegou adiantado, o controlo central fá-lo esperar; se chegou atrasado, talvez dê para fazê-lo percorrer o troço seguinte mais depressa. Se este "mais depressa" for demasiado depressa, na estação seguinte descansa um pouco.
Mover um veículo através do controlo das velocidades de ambos os lados (plataforma diferencial) é o que permite a maior manobrabilidade para a complexidade (podíamos ir para
synchro drives e
plataformas de Killough, mas já deixavam de se parecer com carros...

): um esquema de
Ackermann, como é usado nos automóveis reais, tem um raio de curvatura limitado.
E, se queres ter mais precisão num veículo de plataforma diferencial, podes usar peças de diferencial (raio de %@# de usarem os mesmos nomes para coisas diferentes!

), para um motor fazer andar ambas as rodas na mesma direcção, outro motor fazê-las rodar em direcções opostas, e conseguir toda a gama de movimentos combinando estas duas acções. Está um exemplo
aqui.
Mas... ahm... este tópico não era sobre uma reportagem fotográfica?
